Como ganhar no Presidente: dicas para chegar à coroa

Sorte na distribuição ajuda, mas quem ganha no Presidente é quem sabe a hora de gastar cada carta. Estas dicas partem das variantes padrão do Le Président e avisam quando uma opção muda o jogo. Se ainda está aprendendo, comece pelo resumo das regras.

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Teoria é bom, mesa é melhor: treine contra os bots antes de enfrentar a galera.

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Qual é a melhor estratégia no Presidente?

O objetivo é bater primeiro, e quem dita o ritmo é quem abre a vaza. Por isso, a pergunta de cada jogada é: essa carta me devolve a abertura? Com as variantes padrão, três coisas fecham a vaza na hora e, no “Clássico”, passam a abertura para quem jogou: um 2 (o 3, na revolução), uma quadra ou a carta que completa quatro iguais seguidas no topo, como o quarto 8 depois de três 8 jogados um a um.

No começo, use a abertura para se livrar das cartas fracas, de preferência em grupo: um par de 4 some mais rápido que dois 4 soltos. Guarde o que fecha vaza para o fim, quando cada abertura conta. Com 3 jogadores, as mãos têm 17 ou 18 cartas e dá tempo de planejar; com 6, são 8 ou 9, e cada erro custa mais caro.

Na “Partida rápida”, não há vez: vale a primeira jogada aceita pelo servidor, e a conexão também conta. Deixe a próxima jogada pensada enquanto os outros jogam e, numa vaza vazia, abra logo com suas cartas fracas antes que outro jogador abra.

Quando guardar o 2 no Presidente?

Na ordem normal, nada ganha do 2, e com “A carta mais forte encerra a vaza” ele fecha a vaza na hora. Então não gaste um 2 só para cobrir um 5: ele vale mais para recuperar a abertura quando você tem um par ou uma trinca fraca esperando para sair.

Um detalhe que pouca gente aproveita: dois 2 jogados separados fecham duas vazas, enquanto um par de 2 fecha uma só. Mantenha o par junto só se precisar responder a um par.

Duas exceções. Se alguém faz revolução, seus 2 viram as cartas mais fracas até o fim da rodada, a menos que venha outra quadra: não espere demais para usá-los. E com “Terminar com um 2” ativada, nunca guarde um 2 para a última jogada: bater com ele joga você para o fim da classificação.

Vale a pena quebrar um par ou uma trinca?

Quase nunca no começo. Pares e trincas são difíceis de responder, porque o outro precisa do mesmo número de cartas. Abrir com seu par mais baixo tira duas cartas fracas de uma vez e, muitas vezes, faz metade da mesa passar.

Com a regra do cala a boca, igualar vira arma: se você joga um 8 em cima de um 8, o próximo só joga se tiver outro 8; senão, perde a vez. E se três 8 acabam de ser jogados um a um e o quarto está na sua mão, jogá-lo na sua vez fecha a vaza e dá a abertura para você. Entenda a regra do cala a boca.

Quando vale a pena passar mesmo tendo carta?

Dá para passar mesmo tendo uma resposta válida, menos quando é a sua vez de abrir. Só que passar tira você da vaza até ela fechar, então use com critério. Veja a regra de passar a vez.

Vale passar quando a única resposta é uma carta que você quer guardar, como um Ás ou um 2, numa vaza que não vale a briga. Não vale quando a próxima abertura cairia com quem está quase batendo: aí é hora de gastar.

Quando fazer a revolução no Presidente?

Faça a revolução quando sua mão estiver cheia de cartas baixas: 3, 4 e 5 viram as mais fortes. Se você tem 2, Ases e Reis, pense duas vezes, porque eles viram as mais fracas até o fim da rodada ou até a próxima quadra.

Com as variantes padrão, a quadra inverte a ordem e depois fecha a vaza, então quem fez a revolução abre a próxima. Aproveite para jogar logo o que ficou fraco na nova ordem, de preferência em par. E lembre que ela só dura aquela rodada: a seguinte começa na ordem normal.

Segurar a quadra também é jogada: guarde-a para desfazer a revolução de outro jogador. Quando for sua vez de abrir, a sua quadra faz a contrarrevolução. Tudo sobre a revolução e a contrarrevolução.

Que cartas devolver ao Cuzão? E como sair do último lugar?

Quando você é Presidente, recebe as duas melhores cartas do Cuzão e devolve duas à sua escolha. Devolva cartas soltas e fracas, que não formam par com nada: um 3 e um 5 perdidos saem da sua mão sem custo. Não quebre um par só porque é baixo; um par de 4 ainda abre bem. Como Vice-presidente, a lógica é a mesma, com uma carta.

As trocas usam sempre a ordem normal, mesmo que a rodada anterior tenha terminado em revolução: o 2 continua sendo a melhor carta. Você também pode devolver uma das cartas que acabou de receber, se ela não servir para o seu jogo. Veja as trocas entre rodadas.

E para sair do último lugar? Como Cuzão, você perde suas duas melhores cartas, mas, no “Clássico”, abre a rodada. Comece pelo seu maior grupo de cartas baixas, guarde o que fecha vaza e fique de olho na revolução: com uma mão fraca, uma quadra pode colocar você lá em cima.

Como os bots jogam e como vencê-los?

Os bots do Le Président seguem uma estratégia simples, sempre a mesma. Quando podem jogar, jogam: nunca passam por tática. Respondem com a combinação mais fraca que sirva, abrem com a sua carta mais baixa, junto com as iguais que tiverem, nunca abrem com uma quadra inteira e, nas trocas, devolvem as cartas mais fracas. Com “Terminar com um 2” ativada, gastam os 2 o quanto antes.

Como eles não seguram nada, dá para fazer os bots gastarem as cartas boas: abra com uma carta solta de valor médio, como um Valete, e eles respondem com a menor carta que puderem, até com um 2 se for a única. Guarde as suas cartas fortes para quando eles já tiverem gastado as deles. E pode ficar tranquilo: eles só veem a própria mão, como você.

A melhor dica ainda é jogar. Treine contra os bots ou chame a galera para uma revanche. Jogar é grátis, sem anúncios, sem cadastro e sem download.

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